Espalham-se pétalas
Que agora secaram
Pelos vários canteiros que as águas abandonaram.
Folhagens ressequidas
Com ausência de carinho,
Terra débil e infértil
Que da vida perdeu caminho.
Pelo jardim outrora belo
Ervas daninhas distribuem-se.
Consumidos pelos espinhos
Cheiros doces diluem-se.
Abandonado pelo vento,
Ignorado pela luz,
É agora natureza morta
Que a vida não seduz.
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