quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Devaneio Por Palavras - A Rede

Hoje há motivo para sorrir,
Mudança de vida à vista...
Coisas que sonhei, realizei e depois perdi,
Podem voltar à realidade novamente.
E eu quero expressar esse sentimento na cara,
E eu quero sentir esse sentimento em todo o seu esplendor...
Mas há algo em mim que criou hábito, não sei se da vida, se da doença... de não expressar alegria, sempre ter por trás uma certa dor.
Sinto alegria mas está aqui meia que empatada, tem uma rede... nela esta agarrada. E sinto um horror, um medo, um tremor de foguetes deitar,
Deita-los em tempo errado e tudo que sonhei sair furado.
Temo invejas, temo energias... daquelas mesmas pessoas que tudo esmagaram antes.
Temo invejas, temo energias...
Porque nunca nada correu como devia antes.
Peço aos Deuses protecção, falhar novamente não é mesmo opção.
Afastai de mim os vampiros, sedentos de alegrias alheias.
E afastai de mim a rede que na felicidade se agarra, a sufoca, a suprime e me deprime...
Trazei a mim grandes e belas pessoas, com quem poderei contar mesmo em horas menos boas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Devaneio por palavras: Cantor Feliz

Canta cantor
Canta feliz
É pelas letras dos outros
Que parece saber o que diz

Dedilha nas cordas
Algo que copiou
De artista tem pouco
E nada criou.

Esperem, que digo eu?
Criou sim, criou sim senhor...
Criou mau estar
Semeou o terror

Que lindo criador és!
Que bem andas a inventar,
Dizer a toda a gente
Que os agredidos é que o andam a tramar.

Numa casa tão bela
Tão cheia  de amor
Com crianças a crescer,
Ele tudo fez tremer.

Persseguiu a mulher gravida,
Agrediu a pequenada...
E ainda diz ser crime
Uma leve chapada!

Canta cantor
Canta feliz
Devia seguir as letras dos outros
Para saber o que fez, o que faz, que é louco... e o que diz.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Devaneios por Palavras - Mente da Ambidestra

Tem dias em que passo as noites rebolando...
Ao som dos meus ciclónicos pensamentos
E das molas do colchão.
Rebolo para a esquerda,
Rebolo para a direita...
Por vezes quase caio no chão.
E tudo isso me parece um filme, ilusão.

Acendo a vela, apago a luz.
Aquela escuridão que tremeluz
Aquece, aconchega...seduz.

E as flores que colhi de manhã?
Murcharam,
Mais uma vez... Murcharam.
Que representarei eu para elas?
A ausência de cor?
Ausência de vida, isso sim, certamente.

Porque existe esse meu lado, sim.
O lado morto da mente.
No lado direito do cérebro vive ele,
Com esse lado da mente me destruo.

Lado esquerdo, que tudo escreve, pinta, maneja...
Atacado pelo arqui-inimigo,
Ambos vítimas da ambidestra.
Ambos em luta pela razão...
A mente destra corta o canhoto sem compaixão...
E o canhoto questiona...mas que é isto que nos fazemos?

Serei eu duas pessoas fechadas num corpo?
Duas almas que se pegam infinitamente
Até que vença um dos lados...
E se o lado louco vencer?
Sobreviverá o corpo?

São questões de alguém são,
Alguém são, com medo de ser louco,
E como tal, acabar morto.