segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Devaneio parvo por palavras

Possuo fome, mas não fome de três dias que segundo um amigo, é o que se pode chamar de fome.
Possuo fome matinal...aquela fominha, vá... em que a bucha nos consola com o leite fervente...

MAS trocava tudo isso por um corpo quente que me abraçasse... me alimentasse de beijos. E... é isso.

Mas vou comer a tal bucha.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Devaneio Por Palavras - A Rede

Hoje há motivo para sorrir,
Mudança de vida à vista...
Coisas que sonhei, realizei e depois perdi,
Podem voltar à realidade novamente.
E eu quero expressar esse sentimento na cara,
E eu quero sentir esse sentimento em todo o seu esplendor...
Mas há algo em mim que criou hábito, não sei se da vida, se da doença... de não expressar alegria, sempre ter por trás uma certa dor.
Sinto alegria mas está aqui meia que empatada, tem uma rede... nela esta agarrada. E sinto um horror, um medo, um tremor de foguetes deitar,
Deita-los em tempo errado e tudo que sonhei sair furado.
Temo invejas, temo energias... daquelas mesmas pessoas que tudo esmagaram antes.
Temo invejas, temo energias...
Porque nunca nada correu como devia antes.
Peço aos Deuses protecção, falhar novamente não é mesmo opção.
Afastai de mim os vampiros, sedentos de alegrias alheias.
E afastai de mim a rede que na felicidade se agarra, a sufoca, a suprime e me deprime...
Trazei a mim grandes e belas pessoas, com quem poderei contar mesmo em horas menos boas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Devaneio por palavras: Cantor Feliz

Canta cantor
Canta feliz
É pelas letras dos outros
Que parece saber o que diz

Dedilha nas cordas
Algo que copiou
De artista tem pouco
E nada criou.

Esperem, que digo eu?
Criou sim, criou sim senhor...
Criou mau estar
Semeou o terror

Que lindo criador és!
Que bem andas a inventar,
Dizer a toda a gente
Que os agredidos é que o andam a tramar.

Numa casa tão bela
Tão cheia  de amor
Com crianças a crescer,
Ele tudo fez tremer.

Persseguiu a mulher gravida,
Agrediu a pequenada...
E ainda diz ser crime
Uma leve chapada!

Canta cantor
Canta feliz
Devia seguir as letras dos outros
Para saber o que fez, o que faz, que é louco... e o que diz.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Devaneios por Palavras - Mente da Ambidestra

Tem dias em que passo as noites rebolando...
Ao som dos meus ciclónicos pensamentos
E das molas do colchão.
Rebolo para a esquerda,
Rebolo para a direita...
Por vezes quase caio no chão.
E tudo isso me parece um filme, ilusão.

Acendo a vela, apago a luz.
Aquela escuridão que tremeluz
Aquece, aconchega...seduz.

E as flores que colhi de manhã?
Murcharam,
Mais uma vez... Murcharam.
Que representarei eu para elas?
A ausência de cor?
Ausência de vida, isso sim, certamente.

Porque existe esse meu lado, sim.
O lado morto da mente.
No lado direito do cérebro vive ele,
Com esse lado da mente me destruo.

Lado esquerdo, que tudo escreve, pinta, maneja...
Atacado pelo arqui-inimigo,
Ambos vítimas da ambidestra.
Ambos em luta pela razão...
A mente destra corta o canhoto sem compaixão...
E o canhoto questiona...mas que é isto que nos fazemos?

Serei eu duas pessoas fechadas num corpo?
Duas almas que se pegam infinitamente
Até que vença um dos lados...
E se o lado louco vencer?
Sobreviverá o corpo?

São questões de alguém são,
Alguém são, com medo de ser louco,
E como tal, acabar morto.

sábado, 26 de maio de 2012

Devaneio por Palavras - Run

As I explore the dark depths of my rotten soul and feel undoubtfully with no way out, I keep in mind death as a solution to the pain. And the darkened thoughts keep growing, feeding me with its worms, sending shivers through my arms and I can't sleep... and I can't be awake... and I want to run... far
far away...
                                     far
                                                                               away
                       far
                                             away
                                                                                                                             ... from myself.

sábado, 17 de março de 2012

Devaneio por Palavras: A gota

É num desespero que a gota de água salgada desce pelo rosto.
Num aliviar da dor... em silêncio.
Escondendo os fantasmas dos quais não me livro.
Evitando o grito, pois o seu som incomoda.
O grito, o expressar da tormenta...
Incomoda.
Por isso o grito escorre pelo rosto,
Num aliviar em silêncio... a dor.

Devaneio por Palavras: Irremediável

Decorei a cor dos teus olhos,
O tom da tua voz,
O esgar do teu sorriso...
Que irremediável afecto é este?
Em mim entrou de repente.
Em mim teima ficar.
Que dor é esta?
Doi mas quero sentir.
Doi e não quero largar.
E de que me serve fugir?
Se choro porque perto.
Se choro porque longe.
Decorei a cor dos teus olhos,
O tom da tua voz,
O esgar do teu sorriso...
E lembrar como esquecer?
Não consigo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Devaneio por Palavras (estrangeiras): Scrutinizing Minds

I wish I had a moment a little out of myself,
See the World, see the World... through the eyes of someone else.
Find out what makes them laugh or cry,
What makes them go on until they die.
And why do they thing they are here,
And all the things that make them want to disappear.
For what dreams they fought in vain...
For what they look forward to gain...
There is no way I would know, even if I would like so,
I will never understand in what their lives stand.
Going back to my mind again, even myself... I do not understand.
So what goes inside my mind, must go on everyone else's of my kind.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Devaneio por Sons: Epica - We Will Take You With Us (Completo))


Devaneio por Palavras: O Procurar Sem Querer Encontrar


Voz que não responde
Que o sentimento confunde...
Eterno definhar
No procurar não encontrar.

Não entendo o que me digo
Que é ao certo aquilo que pressigo?
Será a busca da felicidade,
Ou a fuga ao inferno da realidade?

Complexidade do Homem,
Nela, os meus braços dormem
E não se fundem em afectos
Nem em sentimentos mais completos.

Devaneio por Palavras: Novo Capitulo

O fim é um princípio de uma nova página a percorrer, nova leitura a dar à vida, oportunidade de esquecer.
Ao deixar novas letras surgir, ao poder abandonar textos batidos, abraças novos versos ternurentos e outras vidas tens a descobrir.
Reescreves as histórias, redefines as tuas linhas. O poder de usar uma folha em branco e reinventar as tuas memórias.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Devaneios por Sons: Le Scimmie - Il Filo di Lana


Devaneio por palavras: Vazio

Habituo-me ao vazio de uma rua cheia de gente. Eu sinto-me a mais, uma estranha somente. E eu pertencendo a lado algum, expulsa de lado nenhum, despejada aqui com os demais, sinto que fugi. De quê? De quem? Descubro que fujo de mim, de quem nunca compreendi. Não há como fugir assim.


Published with Blogger-droid v2.0.4

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Devaneio por Palavras: Sobre o Amor Platónico ou A Teima Não Correspondida

Sentimento louco, infefinido, sem sentido. Tira a noção, só traz ilusão, tristeza, decepção. E a dor trago-a escrita no peito, persistente, incoerente... dor indecente. Desejo absurdo de criança mimada cujas lágrimas correm, teimando pelo doce. Após bofetadas muitas, e a vida dá das fortes, teimo pelo doce que não devo ter feito por merecer. E escrevo a dor num papel, na esperança que a leve o vento. Mas isto que sinto não é de nortadas e nem mesmo chuva vem que o corroa. E bato punhos fechados na alma, lâminas afiadas cruzam o peito e a teima de lá não sai, persiste... embora doa, por muito que doa.


Published with Blogger-droid v2.0.4

Devaneio por Imagens: Uma Roda de Luz na Noite de Bristol

Published with Blogger-droid v2.0.4

Devaneio Por Palavras: Artimanhas da Vida

É a vida o que me mata, rouba sonhos e deles zomba. Rabisca rudemente o projecto que tracei, passa dedos sujos nas memórias: "Esquece," diz ela baixinho, "não há mais.". E será que alguma vez houve, ou serão as nossas memórias felizes pequenos espasmos cerebrais, criados por nós, numa fuga à realidade?

Que artimanhas são estas então, vida? Que fado escolheste para mim? Um fado que cantarei até que a voz me desafine, tropeçando as saias do meu comprido vestido. Enquanto o público aplaude sorrindo, ignorando a dor que me causas, rebentando cordas de viola nos meus dedos frágeis de mulher disfarçada de luta.


Published with Blogger-droid v2.0.4