terça-feira, 12 de abril de 2016

Primeiras Andorinhas - Anno ] [ (escrito a 12-4-2016)

E voltaram as princesas da Primavera.
Voando pelo meio da tormenta,
Por entre a imensa chuvada.
Fazem uma grande festa das luzes da trovoada.

Andorinhas são chilreios de alegria,
Voos de liberdade,
Atrevimento e fantasia...
São o eu saudável,
Antes da idade chegar execrável.

Particularmente virado para as traseiras,
Junto ao meu ninho voam rasteiras. Neste meu lugar,
Tenho com elas grande sorte de privar!

Eva Sêco

Primeiras Andorinhas (escrito a 13-4-2015)

São elas que me fazem soltar uma gargalhada num dia de pouca diversão. Fico a admira-las no seu voo: Mais alto que qualquer outro nesta cidade.
Ainda hoje tinha pensado nelas:
- Ainda não as vi nesta Primavera. Onde estão? Terão desistido de mim? Sinto saudades do seu canto alegre, da dança incansável nestes céus e dos voos rasos sobre o rio ao cair da tarde. Porque não voltaram elas?... Ou estarei eu distraída?

Até que olhei pela janela e identifiquei aquele voo alto que já conheço decor de tanto que apreciei desde pequenina ao descer a Rua do Anjo e no adeus no Setembro de Foz de Arouce...

Lá estão elas a voar alto... A cantar e a dançar.
Voltaram como sempre. E tenho a certeza que foi hoje!
E são a minha garantia que com a beleza da Natureza eu posso sempre contar.
Hoje eu vi as minhas primeiras Andorinhas.

Eva Sêco

terça-feira, 5 de abril de 2016

Arte e/ou Vida

A arte é feita de sonhos ou pesadelos:
Estes nunca aconteceram, acontecem ou acontecerão.

Apenas isso têm em comum,
A arte com a vida.
É não passam de meras palavras,
Tudo o resto é imaginação.

Nem a arte imita a vida,
Nem a vida imita a arte.
E pode rejeitar o que digo,
Apenas sou aspirante de filósofa.
Transformo filosofia em poesia
E poesia é uma arte que não impõe questão.
E arte é apenas mais imaginação.

Eva Sêco

Cicatrizes da Bagagem

Por vezes sinto que a minha vida está bem representada nas cores, nas linhas de uma tatuagem.
Outras vezes basta uma cicatriz para me levar de volta a pequenos contos que só me conta a minha bagagem.

Eva Sêco