quarta-feira, 24 de abril de 2013

Devaneio Por Palavras: Maldade

A maldade marca pontos,
Marca-os de dez em dez...

Desfaz-nos os sonhos e sussurra filmes de terror aos nossos ouvidos!

TAPA, TAPA OS OUVIDOS!!
Mas ela grita mais alto,
Maldades venenosas que te penetram pelas veias e terminam no teu peito.

Consegues vê-la dissecar o teu coração de sorriso vil nos lábios enquanto tu perdes a cor, a réstia de vida.

A maldade passa por cima de tudo, de amizades (a coisa mais pura), de paixões (a coisa mais doce). Destroi, passa por cima, espezinha...Qual relvado fresco primaveril? LIXO!! Tudo nela é, tudo para ela é... LIXO!!!

...hei-de acabar contigo...
                       Diz-me ela ao ouvido.

...hei-de acabar contigo...

...hei-de acabar contigo...

...hei - (diz) - de (ela) acabar (ao meu...) contigo...

domingo, 7 de abril de 2013

Devaneio Por Palavras - Fado

Espiral descendente, triste fado, é teu fado.
No destino pouco crente no meu fado, estou doente.

Caminhar para a guilhotina, artigo velho e belo como o fado.
Em cantorias gritadas... Mas mudas... Desatina:
É teu fado, é teu fado.

Esquecer o passado, esquecer o passado, esquecer o passado...
Espetar-lhe um machado, espetar-lhe um machado, espetar-lhe um machado...

Devaneio Por Palavras - 'tás a ver?

Não é que eu não possa andar...
Tás a ver?
Pé ante pé vou a mancar...
Tás a ver?

Mas não faço nada.
Não faço nada.
Mas não sirvo para nada.
Tás a ver?

Deserto inóspito, corpo parado, cérebro acelarado.
Mas não faço nada.
Tás a ver?

Auto-estima sem motor.
Sonhos em que não me mexo, um horror.

Auto-estima, é automático, foi embora... Destino matemático.

Devaneio Por Palavras - "Every Day is Exactly the Same"

E amanheceres à espera do cair da noite?
Que fazes?

Limitas-te a esperar. Na ansiedade que algo que te faça sorrir aconteça no entretanto.
Mas nunca nada, nada nunca é diferente do dia de passou... Nem do dia antes desse... Consegues prever cada dia que te vai passar pela frente, como se a tua cabeça fosse bola de cristal : brilhante, obcecada por algo novo que te faça querer dançar e esse querer dançar cure a tua enfermidade.

Devaneios Por Palavras: A Redoma

O meu amor foi guardado numa redoma, para não ser usado em vão, de tão precioso e puro. E fui isolada.

E querendo ele amar, corre aos braços de outra amada.
Demasiado precioso este meu sentimento, para ser desperdiçado em um qualquer momento.

Demasiado puro, demasiado puro,
Usado só em último recurso,
Só quando na saída lhe constroem um muro.

E nem agora que um amor mais novo, mais puro, vai nascer,
Ele liberta o meu da redoma.
Agarra-a com grande fulgor.
... Não vá não saber lidar com outro amor que não o meu.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Devaneios Por Letra de Música - O Poema Corrosivo

Não me doi, não me doi aqui por dentro, não me doi.
Não me doi, não me doi aqui na pele, não me doi.
Só corrói, só corrói aqui na mente,  só corrói...
... E eu grito pra esta gente...

NÃO ME DOI!
... não me doi aqui por dentro...

NÃO ME DOI!
...  não me doi aqui na pele...
... não me doi.

Só corrói... O passado e sua gente,  só corrói... Só corrói, só corrói aqui na mente, só corrói...
... E eu grito a toda a gente...

SÓ CORRÓI!
... só corrói aqui na mente...
SÓ CORRÓI!
... o passado e sua gente...
.......... e isso doi ..........

Devaneio Por Palavras - Partícula de Pó

Só,
É partícula de pó.
Esvoaça, plana
Brilha com o Sol.

Solidão, solidão
Mata pouco a pouco,
Esfaqueia, atormenta
Com a faca na mão.

Vem a solidão, com faca em punho,
Com a faca na mão.
Esfaqueia, desfigura...
Nada deixa de ti então.

E já me vi escrever isto.
E foi num dia como este.
Não foi de faca, foi de caneta, autópsiei a solidão.

É só... É só...
Tal qual partícula de pó.