É a vida o que me mata, rouba sonhos e deles zomba. Rabisca rudemente o projecto que tracei, passa dedos sujos nas memórias: "Esquece," diz ela baixinho, "não há mais.". E será que alguma vez houve, ou serão as nossas memórias felizes pequenos espasmos cerebrais, criados por nós, numa fuga à realidade?
Que artimanhas são estas então, vida? Que fado escolheste para mim? Um fado que cantarei até que a voz me desafine, tropeçando as saias do meu comprido vestido. Enquanto o público aplaude sorrindo, ignorando a dor que me causas, rebentando cordas de viola nos meus dedos frágeis de mulher disfarçada de luta.
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