sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Devaneio por Palavras - Árvore do Inferno

Que dia escuro me fez acordar,
Com vento horripilante pelas frinchas a assobiar.
Fantasmagórico dia cuja chuva permanente parece gritar: "trabalhem formigas, trabalhem sem parar.".
As rodas dos carros mais sonoras são e a cidade soa a uma eterna confusão. Confusão de mentes que cresceram para nada ser, apenas rodopiam em busca das folhas que lhes darão de comer... Folhas feitas de uma espécie de papel...tatuadas com caras e estatuetas, números e assinaturas...
De que árvore virão essas folhas malditas?
Juro nunca a ter visto, mas aposto...tem raízes até ao inferno! Deve ser tão escura como este dia de Inverno, dela as folhas não caem para qualquer um, apenas para a pobre formiga que mal pode dormir e para o engravatado que diz fazer pelo melhor, ser o melhor...
Pode alguém ser quem não é?
A árvore infernal deixa-se enganar!

Eu cá estou de cama, o Inverno impede-me de mover, as folhas das quais nos alimentamos adoecem-me o cérebro... Para quê ir lá fora encharcar-me do Inverno impiedoso? Sou pobre para comprar gravata e não tenho saúde para formigar...
O dia escuro há-de passar, mas nem com o Sol absurdo aquela árvore há de secar.

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